domingo, 30 de dezembro de 2012
Hoje foi um dia terrível, sem paz sem pais sem amor e sem vírgula de tão atropelado e mal feito que foi. Mas já no fim da tarde, quando o meu corpo esmigalhou e finalmente entendeu que não havia escapatória, eu sabia que algo iria me acolher. As palavras são minhas melhores amigas, mas não são todas, são aquelas que tomam conta do meu dedo e se eternizam aqui. Essas sim me acompanham e sabem o que passa dentro de um corpo quente quando ouve um não, quando não é correspondido, quando se sente sozinho ou lotado demais. A ponta dos meus dedos de alguma forma tomam vida e sintetizam, às vezes de forma simplória, o turbilhão sentimental que vive aqui dentro. Como fizeram agora...
sábado, 22 de dezembro de 2012
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Minha garganta dói, gritei o seu nome a madrugada inteira mas você não veio. As borboletas já cansaram de esperar a hora de bater nas paredes do meu estomago. Moles, sem vida e sem surpresas elas caem triste num rio que dói menos que nós dois.
Fui toda sua, hoje talvez nem metade. É que tudo aquilo que você era dentro de mim se evaporou e evapora aos poucos a cada falta de jeito, de toque, de encontro...
Brigo com meu corpo desajeitado e tento me convencer que a culpa não é minha, só dessa vez.
domingo, 28 de outubro de 2012
Nunca existiu.
Triste fim. É preciso ser muito forte para dizer não, para dizer : - Chega; é preciso ser forte para se amar. Amá-lo foi fácil, aliás uma das coisas mais simples e grandes que eu já fiz. Não há remorsos. Tímido e lentamente o coração vai se esvaziando, e aquilo que um dia foi amor vai embora. Não tenho pressa. Quero que alguma parte dele fique comigo, mas sei bem que tudo isso vai se perder num vazio enorme, e que acordarei assustada e chorando no meio de uma noite quente, sem ao menos lembrar o seu nome.
A ausência ocupou espaço demais em nossas vidas. Apesar da grande tentativa de preenchimento acabamos por ficar ocos. E no fim, o que me serve de abrigo são as longas noites silenciosas de agosto; úmidas e frias E afundada nessa cama, penso em nós como algo lúcido. Quero dizer, tentamos enquanto pudíamos, e enfim jogamos a toalha. Mas isso esta longe de ser uma derrota, mesmo que o coração demore a entender.
Já tentei mudar alguns hábitos, e o cheiro da casa vazia não me tormenta tanto como antes. Evito olhar para objetos que ninguém sabe direito a quem pertence, talvez pertença a algo que jamais existira novamente. E andando por essa casa, entre um ou outo momento de melancolia, tento me concentrar no quanto fomos bons um ao outro apesar de tudo, e como no meio de tanta turbulência conseguimos descobrir algo especial.
Não como mais, não há vontade para isso, minha fome agora é outra. Queria dormir um sono que curasse tudo, que acalmasse meu coração. Não é fácil. Em noites como essas penso em como deve bater seu coração, me pergunto se ainda dói, ou se um dia doeu. Me pergunto se na euforia da nossa inocência ele realmente acreditou que existíamos, se acreditou que eramos feitos para amar. Eu acreditei.
“No íntimo, sabe muito bem que este seria o único comportamento razoável, mas a dor não quer escutar a razão, ela tem a sua própria razão, que não é razoável.”
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
domingo, 23 de setembro de 2012
Quanto tempo não me controlei? Sei que daqui a alguns minutos irei falar contigo. E minha mente entra em convulsão ao pensar que eu posso novamente sentir o gosto do desleixo. O que eu queria era construir tudo aquilo que construímos antes, para que dessa vez, eu fosse a culpa. Queria ser a pessoa responsável pelo seu choro de madrugada e a falta de apetite matinal. Queria fazer parte da sua falta de criatividade e concentração. Queria morar dentro de você. Melhor, queria parasitar dentro de você para que a cada dia você se sentisse mais fraco e cansado. Perdoe por tanta sinceridade, mas queria que você morresse aos poucos.
há quanto tempo não sinto isso? E, mesmo depois de meses esse sentimento ainda me causa incomodo. Você é a personificação da pedrinha que habita meu sapato. Dói, mas de tanto doer eu acostumei. Sei que sou auto-destrutiva e só isso justifica minha vontade incontrolável de falar com você agora, só isso justifica minhas mãos suadas e tremulas. É que no fundo eu acredito que será diferente. Acredito que dessa vez serão os seus joelhos que ficarão cansados de tanto ralar e pedir perdão. Será tua garganta que agora ficará ríspida, sera teu travesseiro que se afogará.
Falei com você, e estou a ponto de explodir de arrependimento e auto-compaixão. Onde será que uma menina como eu guarda o amor próprio? Enfim, tantas outras pessoas já devem ter passado por situações vexaminosas que as paixões nos obrigam a passar. É como se nos faltasse uma alavanca do bom senso, como se que por segundos seu cérebro te desse uma brecha para agir como demente, e foi isso que ocorreu.
Mas tudo ok. Sou hoje uma mulher madura e independente que, não precisa mais dos consolos de uma falso amor para ser feliz. Não cairei nas suas palavras mansas e maleáveis, por mais que eu queira. Mas mesmo com minhas lutas internas fica difícil não entrar nesse seu jogo que eu tanto conheço. Você vem me chama de linda, e promete um paraíso perdido e eu vou amolecendo, ficando cada vez menos rígida e por alguns minutos até esqueço tudo o que eu já passei por você.
Mas daí você me conta que sua vida tá maravilhosa, e que desde que a gente não se fala você cresceu muito e viajou muito e tá muito feliz. Enquanto eu ficava aqui me armagurando, e ainda tenho restígio de tanta margura que emponderam-se do meu corpo, e você permanecia vivo desfrutando-se do seu desapego. Como te odeio. Como é ruim estar pior que antes, numa vida estagnada e dependente de livros e textos e falsos interesse. Você me conta feliz como sua vida está diferente, enquanto eu, tentando engolir o choro, conto uma ou dua mentiras que sejam capaz de cobrir minha vida tristonha, para que pense que eu também venci.
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
sábado, 15 de setembro de 2012
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
História meio Torta
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Eterna

Sou um pouco suicida, um pouco auto mutilante, um pouco homem bomba. Um pouco porque não morro, mas o estado de espírito o qual eu me encontro agora é quase sinonimo da morte. Esse cansaço e a eterna corrida. Essas dores e a eterna disputa pelo melhor lugar. Esses livros, esses conhecimentos que só servem para embrutecer-me cada vez mais.
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Mais um pra você
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Medos
sábado, 25 de agosto de 2012
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
" and we're changing our ways, taking different roads"
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor.
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..
E lembra-te:
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão"
( Fernando Pessoa )
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Quando criança estudei pouco, falei pouco mas pensei muito. Por de trás de todas minhas roupas apertadas e meias longas havia um pedido silencioso de socorro o qual ninguém pôde ouvir. Foi sim uma infância normal, e hoje acredito que nenhuma criança que viveu como eu, foi de fato feliz, mas nem por isso deixou de ter uma infância de porta retrato.
Vivia sufocada, e ainda tão nova tinha segredos que até hoje me arrepiam. Talvez tenha sido aí o ponto. Desde muito cedo suportando um peso que não era meu. Essa agonia de agora, me trás a face triste de antes, o cansaço de agora trás o corpo de antes, e tudo, tudo, tudo me cala.
Riscava o meu mundo, meu corpo e minhas bonecas. Cortava papel, braço, e cabelo. Fugia e amava secretamente todos. Assim como fiz ontem e hoje,a diferença é que minhas pequenas bonecas de plástico deram lugar par algumas bem maiores.
Quando caia à tarde, pensava muitas vezes em incêndios, suicídio, deus e drogas; tudo que de fato era proibido a uma criança. Depois me culpava, e ao som de uma música banal, eu rezava e chorava ser a maldade.
Minha infância foi marcada pela repetição desses acontecimentos, e a culpa tornou-se meu pior pesadelo mas meu pseudo-aliado. A culpa era minha, e porque não dizer que eu gostava de sustentá-la. Bonecas, cabelos, tesoura, brinco, bilhetes, canetas e roupas. Tudo culpa minha.
Gostava de sofrer para ganhar um afago. Mas para diminuir minha culpa, meu sofrimento tinha que ser verdadeiro. E assim fiz e faço. Como um kamikaze não suicida, em uma busca desesperada por qualquer coisa que doa mas não não mate.
segunda-feira, 23 de julho de 2012
És calmo e manso mas explode sempre pelo olhar. Ver tua íris verde-amor se enchendo vagorozamente de vermelho-paixão é tão assustador. Pior do que me afogar nesse teu mar vermelho, é ter como refúgio o nada; quando me desvias o olhar, quando teme, quando foges, quando tremo.
Braços e vidas imóveis. Aos poucos, eu ou as novidades foram te amolecendo, até virar líquido, se desfazendo e fugindo das minhas mãos. Ao comparar as nossas, tua mão se sai tão branca e sem vida a primeira vista, mas percorrendo essas linhas tortas e bem delineadas percebe-se que seu coração bate lá também. Aliás teu coração bate em tudo que é seu, tudo que é nosso, ele bate em mim.
Percorrer seu lábios, seu rosto e seu olhos que sempre me recebem tão doces, me faz sentir doce também. Gosto de descobrir caminhos no teu corpo frágil e duro, de sentir o gosto da sua paz, de sentir seu ar. Gosto de me divertir nos seus pelôs, e de misturar os meus com os seus. Gosto de poder falar tudo isso e de calar quando envergonho.
Meu colo é teu, e quando me encolho em ti é porque te faço de esconderijo. Afundar no teu peito é meu segundo orgasmo, sentir teu cheiro de gasolina com barriga de filhote e canela, que pra mim sempre foi teu perfume, é o que realmente me impede de ir embora.
Adoro quando teus olhos se fazem pedintes e sinceros. Gosto da tua espontâneadade quando me toca, quando desvenda meu corpo. Tua curiosidade em relação ao mim e ao mundo foi o que de fato me fez cair apaixonada. Por isso que amo descobrir junto contigo, mesmo que de vez ou outra machuque.
domingo, 15 de julho de 2012
" Agarrando os quatro travesseiros, chorando bem baixinho..."
Sinto-me só quando estou com você, sinto-me só quando estou de fato sozinha, sinto-me só sempre. Não há mais alegria, me restaram apenas olhos marejados e um corpo mole, pronto pra ser largado.Porém não há em mim nenhum pingo de coragem para cessar essa dor. Você no entanto não teme o fim, e eu por fim, temo você.
Não há saída, fiquei sozinha no meu quarto bege e esses móveis não pararam de gritar. Eu e eles sempre soubemos que seria cansativo essa entregas explosivas, que uma hora ou outra isso tenderia a nos ferir. Eu e o criado mudo,pensativos, parados, calados e beges.
Tua presença não se faz vital, mas é quente e aconchegante. Não há poemas nem calor, não há cartas e nem esperas, só me resta uma melancolia doce que quando transborda me obriga escrever.Pensei que tudo isso seria apenas uma pedrinha, mas abriu-se um buraco no meu peito que aos poucos me engole, engolem minha cama, minha casa.
Então não nos resta mais as eternidades, você sumiu de mim como minhas canetas favoritas. Eu as amei, mas foram embora, eu te amo mas você se perdeu. E dói, me causa náuseas e eu sempre choro quentinha e baixinho debaixo da coberta, mas eu não procuro nem você nem as canetas, nem ninguém.
quarta-feira, 11 de julho de 2012
sexta-feira, 30 de março de 2012
quarta-feira, 14 de março de 2012
Meu coração ainda palpita quando lembro da sexta-feira mais longa da minha vida. Não há porém nenhum motivo para ter esses olhos marejados agora.
Sinto sua falta, e talvez o motivo seja esse. Talvez seja por isso que não consigo tirar seus olhos de guia da minha cabeça. Sinto falta dos afagos, de todos nossos pequenos contatos e da sua voz de conforto.
Minha mente volta para aquele lugar paralelo no tempo, e o tempo agora pede colo.
domingo, 11 de março de 2012
Escrevo-te, lápis em punho, nesta madrugada. Não encontrei caneta? Talvez porque o escrito à lápis sempre possa ser apagado, mudado, (re)editado. Com a vida não tem disso. Ensaio e estreia. Somos meros rascunhos do que planejávamos ser. Personagens de nossos pequenos dramas pessoais. A gente lê tragédia grega e acaba vivendo dramalhão mexicano com requintes de patetismo.
Eu (sim, "lá vem ela com seus eus", imagino sua possível irritação aqui) sempre dei valor demasiado à ausência, porque ela é um lugar de destroços. Titubeio, tropeço numa pedra mal colocada e não há uma mão alí para me amparar. Criança que escondeu-se no armário e os pais não deram falta, durante uma festa. Alguém abre a porta do armário, pergunta por onde estive e me abraça. Faço de conta que foi assim, e dói menos. As melhores cenas da minha vida não aconteceram, mas deveriam.
Não te respondo com o mesmo lirismo, pois tem me faltado poesia no rodo cotidiano. Onde vende lirismo?
Espero-te. Juro com a minha falta de fé em quase tudo que nunca mais te espero. As esperas me fatigam. Respondo-te. Emudeço.
Naquele tempo em que tu e eu éramos "nós", me chamavas de bailarina astuta. Naquele tempo, esqueci de te dizer algo f-u-n-d-a-m-e-n-t-a-l: eu nunca aprendi a dançar tão devagar, pra te acompanhar. Ou talvez tenha dito, e não ouviste meu sussurro. Aparecias mesmo quando eu gritava histericamente, com seu ar professoral de quem viveu mais. Eu, sempre a criança mimada a engolir o choro. No entanto, não vinhas quando eu cantava, num segundo mais feliz.
sexta-feira, 2 de março de 2012
Quero ficar, mas tenho as malas prontas e um orgulho que pesa mais que meu corpo. E minha matéria, do que mais ela pode ser feita? me construí naquilo que suportei. Não há mais motivos pra tampar rebocos.
Meu corpo se desfaz entrando em estado líquido, na minha cama é que sinto nossas dores.
Eu só preciso de um pouco de carinho e vou embora, uma mão na nunca ou um beijo na testa já me basta...
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
domingo, 5 de fevereiro de 2012

E as certezas começam a vir assim aos poucos, entre os desencontros e pequenas decepções. Porque afinal, eu havia de ter certeza que é seu sorriso que quero mesmo depois de um dia inteiro de trabalho, suor e dor de cabeça. Heis nossa pequena demência e vicio um do outro.
Eu poderia tentar me articular entre desculpas e pseudo-máscaras, só para que ninguém saiba que estou definitivamente entregue. Não fujo mais.
Caminhos como o seu tendem a me levar pro chão num simples jogo de frases. Mesmo assim eu me entrego, dou-lhe minha vida e alma.
Dessa vez, e somente dessa vez eu não quero mais ser uma flor de plástico.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Hoje, eu a tenho e a aceito do jeito que é. Tens a vida em suas mãos e aos poucos pega a vida de quem vive ao seu redor, inclusive a minha. É um amor bonito esse nosso, há quem diga que a amizade é o amor mais puro que existe porque não há fantasia. Bom, quem diz isso não te conhece.
Agradeço por todas nossas trocas, por me levar pro seu mundo do nunca. Somos incrivelmente felizes juntas porque vivemos na terra encantada. Seus olhos anunciam o nosso futuro, seus olhos enxergam um horizonte mais tranquilo, e é por isso que permanecemos vivas e ligadas.
Tenho medo que não caiba mais em mim nosso amor, é tão puro e bonito que tenho medo que ele se perca no tempo, porque afinal vamos enrijecendo. O que eu realmente quero e peço é que a gente não se perca, mesmo com todas as perdas e faltas, mesmos depois de algumas ausências ou choros solitários. Perderemos muitas coisas, mas nunca nossa essência, então eu lhe peço por favor que não deixe isso se perder.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
A pagão
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Seus olhos são realmente meus agora?
Queria escrever mil coisas para que lendo você se sentisse dentro de mim, mas sei que quando escrevo dou voltas e voltas no mesmo lugar. Penso e repenso num jeito o qual consiga passar um fragmento de felicidade para esse papel, não acho maneira.
Posso falar da tua pele e tentar resumir em palavras o desejo que sinto quando a toco. Tentarei usar um exemplo que compare sua boca com qualquer coisa muito linda no céu, ou então tentar decifrar como seus dedos leves me levam pra outro lugar. Mas tudo isso seria inútil.
Posso tentar descrever como seus traços tornam-se angelicais quando sorri ou então como seus olhos ficam pequenos e lindos quando faz isso. Não consigo. Eu me perco por dentro tentando achar uma parte sua.
Você sabe que céu sempre chora quando você vai embora, e quando isso acontece desejo que esteja comigo para além dessas chuvas fortes. Desejo que sejamos fortes. Mas por agora a única coisa que temos é a liberdade em nossas mãos. Ou melhor, tenho tudo que é seu e tens tudo que é meu, mas não temos nada.
Tenho medo do cansaço, mas tenho seus lábios agora e é somente isso que importa. Não preciso de prazos, tenho seu cheiro em mim e isso já me basta. Basta acordar ouvindo sua voz sem previsões...
Dure o tempo que você gostar de mim.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
"Você não pode abraçar o mundo..."
Não pertenço a ninguém e não tenho nada guardado em mim, nenhuma jóia delicada que respire.
Porém nesse momento, qualquer brilhante tende a ser minha jóia. Por isso trago pedras comigo, não só as mais brilhantes mas qualquer tipo de pedra. Coloco-as no meu bolso, e pesa... pesa...
Meu bolso sempre rasga, assim como meu coração faz semanalmente, não tem jeito e eu o concerto. Nunca fica inteiro ou perfeito, sempre torto e faltando um pedaço. É pesado.
No fundo eu sei que não há mais fundo, e de tanto querer ter eu acabo sem nada. No fundo, só me sobram as pedras cinzas e pesadas, no fundo... não sobra nada.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
"Você vive em um mundo próprio, em uma realidade alternativa."
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Não há mais amor, eu bem que tentei convencê-la porém seus olhos se entristeciam e salgavam sempre. Desisti. Seus gritos finalmente cessaram mas sua dor não, ela acumulou-se no seus ombros frágeis e tortos. Alguém me disse que ela já nascerá torta, e predestinada ao erro, hei de discordar pois Nena nunca soube a verdade, escolheu ,talvez inconscientemente, mas escolheu o caminho da dor.
Essa mistura de ghost, deu a luz a solidão. Daí vem tanto aborrecimento, vivia sozinha, tinha amigos mas era só. Almejava amar, mas eu canso-me de tanto erros e desisto, era torta, ainda sou...
Culpo meus pais e todo esse ambiente de aborrecimento. A dor está dentro de mim, dentro da carne que mastigo, eu a sinto porém continuo mastigando até desfarelar. Sou sólida, fiquei sólida, mas choro por horas pra ver se me desfaço. No fundo sei que se existe culpa pertence a mim, e cabe no meu bolso, e que isso é só mais solavanco na minha vida. Ela sabe, ele sabe, mas eu os culpo.Assim me pesa menos em mim. Sou torta, nasci da solidão, é justificável tanto egoismo.




